Noite de Estreia

Sinopse

Um grupo de teatro apresenta a sua mais recente peça sobre uma noiva, acompanhada pela mãe, pelo organizador de cerimônias e pelo cinegrafista, que está esperando o momento para a entrada na igreja. Porém, não há identificação da atriz com a personagem, que retrataria uma jovem mulher que se casa. Ela se recusa a fazer o papel na peça e, ao saber que uma colega morre em um acidente de carro minutos antes da estreia, entra em crise existencial. Temendo que representar a si mesma revele sobre ela mais do que gostaria, a atriz provoca os outros atores e a equipe do trabalho, revelando tudo o que é indesejável em uma estreia. Noite de Estreia mostra a relativa combinação do palco, da peça, e da “vida real”, em um instigante diálogo entre teatro e cinema, com atores reagindo livremente às ações em cena.

 

Versão curta

Equipe técnica

Direção, cenografia e figurinos: Ricardo Libertini

Dramaturgia: Ricardo Libertini e Vanessa Silveira

Interlocução artística: Gabriela Lírio

Atuação: Gabriel Morais, Lilian Mattos, Mayara Yamada, Moisés Salazar

Atuação em anos anteriores: Dâmaris Grün, Diego Diener, Nina Pamplona

Iluminação: Michel Fogaça

Assistência de iluminação: Felipe Cruz e Kamilla Neves

Operação de som: Kamilla Neves

Operação de vídeo ao vivo: Isabella Raposo

Câmera ao vivo: Moisés Salazar

Projeto gráfico: Daniel Gnattali

Fotos: Francisco Costa e Maíra Barillo

 

Tempo de duração

Aproximadamente 15 minutos

 

Classificação indicativa

16 anos

 

Crítica

Noite de Estreia coloca em cheque as convenções do teatro, perturba o establishment do festival e da ideia do que é teatro. Desconstrói a ideia do que veríamos e esperaríamos. (…) Enfim, tudo na cena é difícil normatizar, (…), exterminar com as convenções que se estabelecem nos festivais de cenas curtas.

O tempo neste trabalho é crucial, tudo está contra e a favor do tempo. É um trabalho bem fundamentado, metalinguístico, uma fricção que coloca a plateia num lugar estranho, de desconforto, sem saber no que vai dar. É uma grande tentativa de se fazer algo, de comunicar algo, convencionar algo, de problematizar algo, de falar de alguma coisa. Tudo desmorona, tudo cai, como uma sociedade feita de coisas da China – na verdade a China domina tudo que temos de objeto. O trabalho escravo está em nossas vidas atrás dos produtos produzidos lá. Essa menção passaria despercebida no texto, mas é tão emblemática que tudo parece girar em torno desse momento.

A desterritorialização dos signos é uma consequência potente daquilo que está em ação. (…), esse ato performático é antes de tudo um ato de coragem, de quebrar com todas as normas vigentes, um manifesto político sobre a práxis da cena e um deboche sobre os modos de produção teatral. Sem dúvida um trabalho necessário nos festivais, pois coloca em cheque tudo que entendemos como cena.

– Ricardo Rocha, diretor teatral e debatedor de IX Festival Niterói em Cena

 

 

Versão longa

O projeto está em fase de captação de recursos.

 

Foto de Maíra Barillo

 

Histórico

2016

Setembro

– Mostra BOSQUE PUC Experimental. Rio de Janeiro, RJ

– IX Festival Niterói em Cena. Niterói, RJ

 

2015

Novembro

– Estreia no Teatro Princesa Isabel. Rio de Janeiro, RJ